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Nayara e o jogo da verdade

Globo/Paulo Belote

Quando entrou no ‘BBB 18’, Nayara decretou: “sou uma comunicadora nata”. De fato, ela tentou usar seu ofício de jornalista para argumentar, apurar e correr atrás dos fatos. Foi, inclusive, este espírito investigativo da profissão que fez com que sua amizade com Caruso ficasse abalada e a aproximação com Lucas surgisse. Eliminada do jogo nesta terça-feira, dia 20, com 92,69% dos votos – ela disputava a permanência na casa com Gleici e Mahmoud – a Sister conta que o período em que passou na casa foi de autoconhecimento e diversão, e diz que considera a sua participação no programa uma “atitude corajosa”. Na manhã desta quarta-feira, 21, após participar do ‘Mais Você’, Nayara analisou sua passagem pelo reality.

Como você avalia esse período em que esteve no BBB?

 

Nayara: Foi um período em que pude conhecer a mim mesma. Chegou um momento em que achei mesmo que não me sustentaria até o final do jogo. Queria ter a certeza de que quando eu saísse, teria sido eu mesma, porque é isso o que eu trago aqui para fora. Sabia que algumas atitudes minhas teriam respostas negativas. Inclusive, já esperava por este Paredão, mas fui criada sabendo que tenho que arcar com as consequências dos meus atos.

Você acha que conseguiu jogar nesse período?

 

Nayara: Joguei como eu sei. Meu jogo foi o da verdade. Quis descobrir como eram os personagens para saber com quem eu estava e, usando a minha habilidade, que é a comunicação, o jornalismo, investiguei, de fato, com quem eu estava lidando.

E qual era a sua estratégia?

 

Nayara: Minha estratégia foi procurar uma estratégia. Enquanto isso, eu fui mais jornalista e agi como ajo normalmente com todas as pessoas. Fui uma pessoa muito verdadeira e sincera, a ponto de, certamente, me prejudicar.

O que fez você querer entrar no BBB?

Nayara: Eu vinha de uma trajetória de trabalho intensa, mas resolvi me lançar nesta atitude corajosa, que é entrar num programa com toda essa exposição. E também a vontade de viver algo novo. Eu acreditei que podia fazer isso.

Como foi viver na casa mais vigiada do país?

Nayara: A estrutura não permite que a gente tenha nenhum contato externo e faz com que a gente fique muito condicionado a só falar e pensar no jogo. Mas achei a casa espetacular. A maneira como ela é feita e como tudo é planejado para que exista o confronto entre os participantes me surpreendeu. Adorei.

Você tinha um lugar preferido lá dentro?

Nayara: Eu preferia o ambiente externo. Achava a energia da sala tensa, que não me remetia a algo legal: eliminação, jogo da discórdia… Então a sala era um lugar meio cabreiro para mim. Em contrapartida, lá dentro tem a cozinha, que eu achava um lugar muito gostoso, porque tem um aconchego.

Falando em cozinha, você ficou o tempo todo no ‘Tá Com Nada’. Como foi essa experiência?

Nayara: Levei de forma tranquila. Senti muita falta só de uma coisa: uma saladinha. Mas poderia até passar mais tempo com aquele cardápio enxuto.

Você conseguiu curtir as festas?

Nayara: Adorava as festas. Eu costumava falar que ali não era o momento de falar em jogo, não era hora de ficar sentado. Era para curtir. Sem contar que elas me deram um super upgrade no que diz respeito à minha cultura gastronômica. Ali eu experimentei coisas novas. E dancei. Acho que o momento que a gente está dançando é sempre um momento de grande alegria. Sempre fui das pistas. Achei, simplesmente, o máximo. Sem contar o carinho com os detalhes. Cada detalhe de decoração daquelas festas era um escândalo.

E participar das provas, como foi essa experiência?

Nayara: Amei as provas! As provas e as festas estão no mesmo nível, na minha opinião. Eu gosto de me movimentar, gosto do game. Sem contar que são todas muito bem articuladas e muito equilibradas, justas. Homem, mulher, tipo físico não interferiam no resultado. Estávamos todos no mesmo nível e a biologia não atrapalhava o resultado final ou beneficiava alguém. Era sempre muito legal e divertido participar delas. Acredito que tive um desempenho bom em todas, embora não tenha tido tempo de vencer alguma.

O que mais te encantou no BBB?

 

Nayara: Conhecer pessoas. Tem pessoas encantadoras lá dentro, que têm muitos exemplos a passar para todos: para quem vive reclamando, para quem acha que as coisas não estão boas. Posso citar duas pessoas especialmente: o Breno e o Kaysar, ambos são muito positivos. Era só colar ao lado deles e as coisas ficavam legais.

E o que foi mais difícil para você nesse período?

Nayara: Difícil é conviver todo dia com pessoas que foram escolhidas para estar ali, como eu, com uma educação diferente da sua, com outros princípios morais e hábitos… Sem contar que eu moro sozinha há 14 anos e dividir tantas coisas em alguns momentos não foi fácil. Foi difícil também votar em alguém e ter que conviver com aquela pessoa, embora isso seja do jogo.

Você acha que conseguiu fazer amigos lá dentro?

Nayara: Gosto muito do Lucas e acho que rolou uma amizade entre a gente. Ele já se sente à vontade para falar dos meus defeitos, assim como eu posso falar dos dele. Lucas é um amigo que fiz ali dentro e que quero ter por muito tempo.

E sobre os conflitos, eles acabam lá dentro da casa?

Nayara: Numa situação de um jogo, algumas pessoas podem fazer de tudo, coisas que, de repente, não pegam bem. Mas não se tornam inimigos. Só sendo muito imaturo para levar uma coisa assim para a vida inteira.

Qual memória você leva do BBB 18?

Nayara: Só coisas boas. A memória que mais vou guardar desse game vai ser a hora que percebi que eu não iria até o final. Acho que tem que ter um sangue frio violento. Para estar ali, tem que saber ficar quieto em alguns momentos, não exteriorizar muitas vezes… e isso eu não sei fazer. As festas e as provas foram momentos extremamente divertidos e que eu também vou guardar com muito carinho.

Que balanço você faz da sua participação no jogo?

Nayara: Acredito que cheguei para dar uma polemizada, assim como eu faço na minha vida. Cheguei, baguncei um pouco e não passei despercebida. Num primeiro momento, fiquei um pouco assustada, porque era uma excitação muito grande – e natural – de todos os participantes. Depois me aproximei mais dos meninos. Aí eu e Caruso nos desentendemos, achei que ele não era o cara legal que eu pensava. Teve o evento também com o Viegas e aí fui me aproximando de outras pessoas. Comprei uma briga que eu achava que era minha, sim, porque se tivessem colocado minha imagem em xeque, eu gostaria muito de ficar sabendo. E como o Lucas é uma pessoa por quem eu tenho apreço, não acho que pequei por tentar apurar quem de fato falava a verdade ali.

Para quem você torce agora?

Nayara: Eu sempre torci para que nós víssemos um negro vencendo o ‘Big Brother Brasil’. Eu não mudo esse raciocínio, independente do Viegas gostar ou não de mim. Continuo achando que ele pode ser o cara para ganhar. O dinheiro também faria diferença na vida dele. Claro que R$ 1,5 milhão faz a diferença na vida de qualquer pessoa e todos têm o direito de buscar isso, mas é um cara para quem faria mais diferença.

Autor Mikah Fred

Formado em Publicidade e Propaganda, Web Design e também editor do Portal Televisivo. Responsável por nossas pautas latinas, além da edição e direção das pauta de vídeo do Portal.

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