Home / Música / Álbum “Erotica” de Madonna completa 26 anos

Álbum “Erotica” de Madonna completa 26 anos

Reprodução / madonna.com

 

Neste sábado, 20, o quinto álbum da rainha do pop completou 26 anos. Madonna comemorou o lançamento de “Erotica” em suas redes sociais.

O álbum foi lançado num momento em que o mundo passava por transformações bruscas e foi alvo da mídia justamente por tratar sobre a liberdade sexual e assuntos ainda mais polêmicos como AIDS e aceitação pessoal por conta do preconceito, principalmente contra LGBTs. “Erotica” também fala sobre amor, perdas, brigas, desavenças, homofobia e racismo. Na época, o trabalho foi aclamado pela mídia focalizando os temas abordados e os vocais de Madonna, que estavam mais maduros.

Na mesma época, houve lançamento do livro “Sex”, simultaneamente ao disco, que continha mais de 100 páginas com fotos de sexo explícito contendo a própria Madonna e outros artistas bem conhecidos, como a super-modelo Naomi Campbell. O álbum recebeu notas altas pelas críticas, já o livro recebeu duras críticas, até mesmo pelos fãs da cantora, que consideraram que ela havia “ido longe demais”. Por esse motivo, “Erotica” não foi um sucesso de vendas como Madonna estava acostumada a ver e obteve, na época, vendas aproximadas de seis milhões de cópias.

 

 

Reprodução / madonna.com

 

Mesmo com tantas críticas (positivas e negativas), Madonna embarcou numa turnê mundial para promover “Erotica”. A “The Girlie Show” foi a quarta turnê mundial da diva e com esse concerto ela visitou a América Latina pela primeira vez entre outubro e novembro de 1993, com shows em Buenos Aires, São Paulo, Rio de Janeiro e Cidade do México e obteve números inimagináveis! Para se ter noção, o único show no Estádio do Maracanã teve um público de quase 120 mil pessoas! Este número deu a Madonna o terceiro lugar no ranking dos shows  de artistas mulheres que mais tiveram público. Ranking, que ela mantém até hoje e ainda divide o pódio com ela mesma, em segundo lugar, por um show em Paris.

O show também foi duramente criticado, mas amplamente elogiado. Já pelo início do espetáculo, o público imaginava o que viria. A dançarina Carrie Ann Inaba dava início ao ato de abertura do concerto descendo de um pole dance completamente nua. Ato este, que foi proibido nos shows de Tel-Aviv e Istambul por questões religiosas. Também em Israel, algumas entidades religiosas do país fizeram um abaixo-assinado proibindo a apresentação de Madonna, que viria a ser a primeira naquele país. Madonna ignorou completamente e fez o show para um público de mais de 80 mil pessoas.

 

Reprodução

 

Tal como o álbum, “The Girlie Show” falava sobre dominação sexual, homofobia, AIDS e até mesmo patriotismo. Apesar das críticas, a turnê foi uma das mais rentáveis de 1993 arrecadando mais de 70 milhões de dólares. Na época, esse feito só era possível por artistas como Michael Jackson e Tina Turner, que se apresentavam em estádios colossais.

Hoje, “Erotica” é considerado um álbum atemporal, pois tratou sobre assuntos considerados tabus na época e, junto com “Like a Prayer”, de 1990, é considerado também um dos álbuns mais revolucionários de todos os tempos. Nota-se hoje em dia certa ousadia em algumas divas pop ao tratar de tabus da sociedade atual. Vários especialistas no assunto ainda dizem que tudo começou graças à “Erotica”, de Madonna, e que se não fosse por isso, talvez as divas do pop de hoje sequer seriam capazes de defender seu ponto de vista.

 

Autor Mateus Buzzo

Bacharel em tradução e interpretação, pós graduado em inglês, Mateus é apaixonado pelo mundo da música em geral e cinema.

Veja Também

Pixote, Jeito Moleque e Suel se apresentam no “Música Boa Ao Vivo” desta terça

O pagode vai animar a noite desta terça, 25 de junho, no “Música Boa Ao …