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M.I.A. é condecorada pela Rainha Elizabeth II por contribuições à música

Reprodução / @miamatangi

Todo ano, em seu aniversário, a Rainha Elizabeth II condecora cidadãos britânicos pelos seus feitos na música, nos esportes, na ciência, na física e em outras áreas de diversas profissões quando estas pessoas fizeram favores à cultura do Reino Unido e das outras nações da Commonwealth.

Neste ano, a rapper M.I.A. foi condecorada com a Ordem do Império Britânico pelos seus feitos na música. Imediatamente após ser anunciada pela monarca mais famosa do mundo, M.I.A. agradeceu a honraria em suas redes sociais e honrou sua mãe, que era refugiada do Sri Lanka e confeccionava as medalhas e hoje uma dessas será entregue para sua filha.

Nascida em Londres sob o nome de Matanghi Maya Arulpragasam, M.I.A. viveu com status de refugiada, já que sua família era refugiada. Naquela época, seus pais Arular e Kala foram para o Reino Unido fugidos da guerra civil que assolava o Sri Lanka, já que o país estava batalhando pela independência do Reino Unido.

O nome de seus pais, Arular e Kala, e o seu próprio, Maya e Matangi, deram nome aos seus quatro primeiros álbuns. Aliás, todos os trabalhos de M.I.A. tiveram ao menos um produtor de origem tâmil, que é o seu povo e idioma de origem, mas não é maioria em seu país de origem, o Sri Lanka. Em sua música, M.I.A. faz questão de colocar ritmos de origens tâmil e da religião hindu. Já na área ativista, a cantora está sempre em protestos a favor do povo tâmil e contra os maus-tratos que o governo do Sri Lanka promove contra esse povo. Ela já foi, inclusive, considerada como terrorista pelo governo do país justamente por seu forte ativismo. Em seu país de nascimento, a Inglaterra, M.I.A. se considera politicamente como social democrata apoiando o Partido Trabalhista Britânico e se opondo fortemente à lei da austeridade britânica que promove cortes financeiros em áreas básicas do país e chega até a convocar motins pelas ruas de Londres.

Seus dois últimos trabalhos, o documentário “Matangi/MAYA/MIA” e o álbum “A.I.M.“, foram recebidos com críticas favoráveis principalmente por mesclar o pop com sons do Oriente Médio e prezar pela questão dos refugiados do mundo.

M.I.A. agora é considerada como dama e deve ser chamada na Inglaterra por Dame Matanghi Maya Arulpragasam.

Autor Mateus Buzzo

Bacharel em tradução e interpretação, pós graduado em inglês, Mateus é apaixonado pelo mundo da música em geral e cinema.

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