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Últimas chances do solo Eu/Telma com Nicole Marangoni Sala Atelier do Teatro Aliança Francesa

Stafanie Mota

A atriz Nicole Marangoni está com o solo EU/TELMA na Sala Atelier do Teatro Aliança Francesa até 26 de agosto. Ela pesquisa desde 2013 o teatro documental com provocações cênicas de Evinha Sampaio, Janaína Leite, Naiene Sanchez e Rhena de Faria. A peça explora os limites entre ficção e realidade e cria uma reflexão sobre os “tabus” do morrer, além da barreira dos conceitos éticos e legais, para falar de relações afetivas e amor fraternal. Toda iluminação é feita com videomaping. A montagem tem sessões aos sábados e às segundas, 21h; e aos domingos, às 19h30.

O ponto de partida para a criação do solo foi uma oficina de atuação, da qual Nicole participou em 2013, enquanto passava pelo processo de luto por seu pai. Na ocasião, foi sugerido como estímulo de pesquisa para a atriz o desenvolvimento de uma personagem cuidadora de idosos. Desde então, Marangoni vem desenvolvendo uma narrativa ficcional (Telma) pautada por uma situação autobiográfica – os cuidados de fim de vida de seu pai.

O fio condutor da trama é a história de Telma, uma cuidadora de idosos que perdeu a mãe prematuramente e vive com seu pai, jardineiro. A dramaturgia e as cenas finais da peça são constituídas a partir de um diálogo entre depoimentos autobiográficos e ficcionais.

Por se tratar de um processo criativo individual, afetivo, particular, longínquo e independente; a criação não é conduzida pela figura de um diretor teatral, mas por provocadores cênicos, figuras que questionam e/ou questionaram a pesquisa e as escolhas do ator-criador a partir de elementos estéticos, dramatúrgicos e de encenação.

Como referências para a encenação, Nicole pesquisou filmes como “Amor” (2012), de Michael Haneke; “Sonata de Outono” (1978), de Ingmar Bergman; “Kya Ka Ra Ba A” (2001) e “O Segredo das Aguas” (2014) de Naomi Kawase; “Elena” (2012) e “Olmo e a Gaivota” (2014), de Petra Costa; “Fale com Ela” (2002), de Pedro Almodóvar; “Jogo de Cena” (2007) e “Edifício Master”(2002), de Eduardo Coutinho; entre outros. Outra referência importante foi o livro “A Morte É Um Dia Que Vale a Pena Viver”, de Ana Claudia Quintana Arantes, médica especialista em cuidados paliativos.

Sobre Nicole Marangoni (atriz criadora/dramaturga)

Atriz e palhaça, Nicole Marangoni foi introduzida ao método do ator no Centro de Pesquisa Teatral (CPT), coordenado por Antunes Filho, em 2014. Em sua trajetória, estudou na Fundação das Artes de São Caetano do Sul e com os Doutores da Alegria. Fez diversos cursos de aperfeiçoamento com Isabel Teixeira, Felipe Hirsch, Helena Albergaria, Kiko Marques, Peader Kirk (Londres), entre outros.

Integrou como atriz e produtora a Cia da M.A.T.I.L.D.E entre 2007 e 2012, com a qual produziu shows, espetáculos teatrais, saraus, exposições, leituras dramáticas, conferências e oficinas, além de ter integrado o elenco dos espetáculos e atividades do grupo nesse período.

Atuou em 20 espetáculos, entre adultos e infantis, como “Depois da vida”, com direção de Juliana Galdino; “O Castelo”, de Fraz Kafka, com direção Pietro Floridia, uma parceria entre o Grupo XIX e o Teatro dell Argine (da Itália); “A Tempestade”, de William Shakespeare, com direção Marcelo Lazzarato; “Conheci uma Pessoa”, com direção Ronaldo Ventura; e “Dorotéia”, com direção de Denílson Biguete. Também foi performer na exposição “Xu Zhen’s March 6th in Art of Change: New directions from China”, que esteve em cartaz na Hayward Gallery, em Londres.

Estuda dramaturgia em cursos livres desde 2007 com diversos profissionais, como Cia do Latão, Cibele Forjaz e Michelle Ferreira. Em 2008, escreveu o espetáculo “Terra”, dirigido por Erike Busoni e encenado pela Cia da MATILDE, que ganhou o prêmio de dramaturgia no IX Festival de Guaçuí. Seu trabalho mais recente como atriz foi “Stoneheddies” (2017/2018), da Garbo & Co., com direção de Naiene Sanchez.

O trato e trabalho direto com a morte são partes presentes na vida profissional/pessoal de Nicole que desde 2016 atua na TrupeCali, um grupo de palhaças que atua no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP) com cuidados paliativos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define esse tipo de atendimento como a “assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, que objetiva a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que ameace a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais”. Ela também foi voluntária no Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio.

Autor Michael Fred

Formado em Publicidade e Propaganda, Assessoria de Imprensa e Web Design, é editor do Portal Televisivo. Responsável por nossas pautas latinas, além da edição e direção de vídeos do Portal.

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